// Propriedades do GNL aplicadas aos veículos

Nos veículos a GNL, o gás é armazenado a baixa pressão em tanques isolados termicamente e com capacidades que podem variar entre 174 e 711 litros. O GNL mantém-se liquefeito à temperatura constante de -162º C se for mantido a uma mesma pressão, contudo, o isolamento dos reservatórios, por muito eficaz que seja, por si só não permite manter a temperatura baixa. Consequentemente existe sempre uma parte de gás que muda para fase gasosa, aumentando a pressão interna do reservatório. No entanto, mesmo a cerca de 7 bar, a temperatura do GNL não será superior a cerca de -128º C e sistemas de segurança fazem a gestão da pressão interna do reservatório. Ainda assim, o reabastecimento dos veículos deve ocorrer pelo menos uma vez por semana, de forma a evitar a diminuição da capacidade de armazenagem devido à evaporação do gás natural (por aumento da pressão interna do reservatório).

Relativamente à sua utilização nos motores de combustão interna, o GN entra em estado gasoso na câmara de combustão, após passagem num permutador de calor (por exemplo colocado no circuito de refrigeração do motor). Os motores de combustão interna podem seguir um ciclo Otto (semelhante ao funcionamento de um motor a gasolina convencional), com ignição comandada (por faísca, com vela) ou seguindo o ciclo Diesel (com ignição por compressão, em dual-fuel).

No caso do ciclo Otto verificam-se duas abordagens:

  • Estequiométrico – onde a relação ar/combustível é tal que todo o combustível tem ar suficiente para ser oxidado. Idealmente como produtos de combustão apenas existiria CO2, H2O e N2. Em tudo semelhante a um motor típico a gasolina;
  • Mistura pobre – neste caso a proporção ar/combustível é tal que existe excesso de ar para oxidar o combustível, verificando-se a existência nos gases de escape.

No caso do ciclo Diesel, normalmente utilizam-se dois combustíveis (gás natural e diesel) para operar o motor. Simplificadamente, a introdução de diesel tem como efeito substituir a vela (funcionando como chama piloto) para inflamar a mistura de ar/GN. Assim, tipicamente, só é injetada uma pequena quantidade de diesel, sendo o combustível principal o GN.

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